Tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia de cálculo renal

Já escutou falar que a dor da “pedra nos rins” é uma das maiores dores que a pessoa pode sentir na vida? Pois é, e acredita que muitas pessoas sabem que tem Cálculo Renal e não querem se tratar?

O cálculo renal é uma patologia que acomete uma parcela significativa da população mundial! Estudos recentes sugerem que 5 a 10 % da população apresenta esta doença. Dentre os fatores que predispõem ao seu desenvolvimento, citamos alimentação, baixa ingesta hídrica, fatores genéticos e metabólicos.

A notícia boa é que os métodos diagnósticos têm ficado cada vez mais acurados e as formas de tratar o Cálculo Renal também evoluíram com o passar dos anos. Hoje, conseguimos tratar desde pequenos cálculos renais de 5 mm até casos volumosos que ocupam quase o tamanho do rim por técnicas minimamente invasivas.

De uma maneira geral, cálculos acima de 5 mm são passíveis de tratamento cirúrgico. Mas calma, não é nada do que você está pensando de cirurgia enormes, cortes na barriga e demora para retornar às atividade laborais.

A técnica mais amplamente utilizada para o tratamento de cálculos renais é a técnica endoscópica utilizando o laser para fragmentação. É através dela que pulverizamos o cálculo em pequenas partículas que são retiradas do nosso corpo com outros equipamentos chamados de dormia (espécie de cesta em miniatura que engloba os cálculos renais).

O procedimento é realizado sob sedação na maior parte das vezes e o paciente já retorna as suas atividades laborais no dia seguinte ao procedimento. Em alguns casos é deixado uma espécie de cateter (duplo j) que vai ajudar na drenagem urinária durante o pós-operatório. Mas calma, ele fica acoplado ao rim e à bexiga e não é visível. Geralmente retiramos esse cateter com 7 a 10 dias também com uma leve sedação.

Para cálculos maiores utilizamos a técnica percutânea, na qual através de um mínima incisão na pele conseguimos entra com uma micro-camera que vai direto ao rim e fragmenta massas volumosas de cálculo. Esta última técnica é uma cirurgia maior e requer um repouso mais específico.

E pra finalizar: por que operar cálculo renal se não estou sentindo nada? Porque o cálculo pode migrar do rim e engancha no ureter (canal que leva a urina do

rim até a bexiga) e obstruir a passagem de urina do lado afetado ocasionando uma dor intensa. Além da dor alguns casos podem vir acompanhados ainda de infecção e sangramento e às vezes o paciente precisa ser operado em caráter de urgência.

Então tá esperando o que para procurar ajuda especializada. Conte conosco.