Mitos Sobre Ejaculação Precoce

A ejaculação precoce é definida a partir de 03 (três) critérios: quando o período entre a penetração e a ejaculação é menor do que o desejado, quando o homem não consegue controlar quando ejacula e quando o homem se sente angustiado, chateado com a situação ejaculatória.

Entretanto, é importante compreender que a subjetividade desses critérios acaba construindo muitos mitos acerca da ejaculação preceoce, sobretudo num mundo em que expectativas quanto ao desempenho sexual do homem são alicerçadas em bases irreais de tempo, como a indústria pornográfica.

A prevalência da ejaculação precoce é bastante variável (entre 3-20%) e muitos homens pensam ter ejaculação precoce, alegando que o seu tempo de penetração é muito curto, contudo, o critério temporal que qualifica o homem para ejaculação precoce é de um minuto ou menos, podendo ser considerado para análise até 2 minutos, como proposto por Kolba e colaboradores, em estudo publicado no “The Journal of Sexual Medicine”, em 2015.

Outra crença é que a ejaculação precoce necessariamente está ligada a algum problema na funcionalidade do pênis, o que não é verdade, tendo em vista que boa parte dos casos são de ordem psicogênica, na qual a psicoterapia marca a sua relevância, não sendo sequer necessário o suporte farmacológico.

Um mito também é que as únicas drogas utilizadas no tratamendo da ejacuação preoce são os medicamentos antidepressivos, o que não é verdade, afinal, o leque é mais vasto, compreendendo, por exemplo, anestésicos tópicos e inibidores de fosfodiesterase.

Logo, a ejaculação precoce deve preencher com assertividade os critérios diagnósticos, bem como ter seus mitos e crenças trabalhados junto ao consultório com o paciente que refere ter esse tipo de problema!

Referências:
J Sex Med. 2015 May;12(5):1175-83. Epub 2015 Apr 8.

Psychosocial interventions for premature ejaculation. AU Melnik T, Althof S, Atallah AN, Puga ME, Glina S, Riera R. SO . Cochrane Database Syst Rev. 2011;